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Desfiles
Terça, 28 de fevereiro de 2006, 06h32  Atualizada às 07h11
Portela evidencia misturas raciais do País
 
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De lentes brancas, Adriana Bombom foi à frente da bateria
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Debaixo de chuva, que prejudicou em parte o desfile, a Portela fechou o Carnaval na Sapucaí com o samba-enredo "Brasil marca tua cara e mostra para o mundo". A intenção foi mostrar a mistura de raças entre o povo brasileiro. Vinte e uma vezes campeã do carnaval carioca, a escola entrou na avenida com 4.100 componentes, 36 alas, oito carros alegóricos e 15 destaques. Apesar do mau tempo, o desfile mostrou boa evolução e sintonia entre as alas.

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A dançarina Adriana Bombom foi a rainha da bateria, desfilando de lentes de contato branco que davam impressão de ter "olhos de águia". A primeira porta-bandeira da Portela, Andréia, desfilou descalça para não escorregar por causa da pista molhada, mostrando grande disposição ao sambar. A ala das baianas, logo à frente do abre-alas, chamou atenção pelo brilho e pelas saias, com apliques de águias.

O primeiro carro da Portela, "Uma terra brilhante e luminosa chamada Brasil", trouxe a águia-símbolo da Portela. Este ano, ela veio prateada, sem movimentos e com oito metros de altura.

Destaque também para a tradicional Velha Guarda que, desta vez, veio no carro abre-alas. Ano passado a ala viria no final do desfile, mas os experientes componentes não puderam desfilar por problemas técnicos com a agremiação.

O tema do desfile foi baseado numa pesquisa entre os estrangeiros, que afirmaram que a mistura de culturas é uma das mais características mais fortes no País. A intenção da escola foi fazer com que o público se reconhecesse nas alegorias e fantasias.

Salamões da Amazônia, Mongóis, Fenícios e Egípcios foram alguns dos personagens que entraram na avenida. Piratas, povos da áfrica, negros do Brasil, árabes e judeus, entre outros, conviveram em harmonia nas alas, revelando fantasias criativas e de ricos detalhes.

A escola, fundada em 1923, teve vários nomes, um deles "Vai como pode", em 1930. É uma das mais antigas agremiações do Rio e foi pioneira na utilização da corda em seus desfiles (separando componentes e público), de uma comissão de frente uniformizada e na apresentação de alegorias. É a única com sete títulos consecutivos.

Com informações de O DIA
 

Redação Terra
 
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